Depois de muitos atos de atirar, enrolar, partilhar… Sim, partilhar com os outros quem somos, o que somos e o que gostaríamos de ser (?), eis-nos chegados a uma bela rede/teia… E se agora cada um de nós resolver ir para um lado diferente? Óbvio e inevitável: a linha parte, destruindo-se a rede. Voltemos atrás… Óbvio e inevitável… Se não nos unirmos e trabalharmos todos para o mesmo objetivo deitamos por terra toda e qualquer possibilidade de atingir um objetivo comum… Óbvio e inevitável… Não será uma turma um grupo que trabalha em rede/teia? Então, porque insistimos por vezes em não ver o óbvio e inevitável?
Num mundo cada vez mais individualizado e individualizador, colocámos na filosofia uma grande responsabilidade: a de contribuir para a construção de uma rede/teia de indivíduos não isolados, mas sim em plena partilha. Partilha de quê? Experiências, boas e más, agradáveis e desagradáveis, ou não fosse a filosofia uma amiga do saborear…
Troca de conhecimentos, valores… Pois filosofar é também amar o saber…
E é então momento de levar - depois do 1.º CEB e da árvore generosa, da Pré e da Ana com o seu Pintinha - espanto, questionar, reflexão, absurdo, lógica, sentido, existência… ao 9.º ano. Filosofia para/com jovens… porque… Pensar…Um defeito ou uma virtude ao serviço do Homem? Sempre uma virtude, mas que não chega! É necessário agir! Isolada, a demanda do saber é estéril. Urge atuar no mundo, modificar. Como? Por exemplo, denunciando violações dos direitos humanos, assinando petições, fazendo voluntariado… através do diálogo intercultural, da promoção de valores universais e de uma efetiva tolerância… Assim será possível a paz, desejo imortalizado no Imagine de John Lennon, com particular urgência de concretização.
Terminámos cada sessão com uma dúvida: contribuímos para a sede de saber? E a fome de ação? A avaliar pelas redes/teias que julgamos ter criado, pelas questões levantadas, as respostas propostas… Esperamos que sim, porque…
“Filosofar não é atingir uma unanimidade ociosa, mas fazer jorrar os problemas, sublinhar os antagonismos, desmascarar as ruturas; filosofar é encontrar-se mais à vontade na inquietude ou no espanto, do que na morna segurança dos saberes estabelecidos.”
(C. Delacampagne e C. Maggiori).
A equipa filosófica da escola sede
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